Sábado, 16 de Dezembro de 2006

A Muralha!

Castelo.jpg


Sobre a questão da descoberta das Muralhas e Torres do Castelo de Loulé encontro duas sensibilidades:


1 - Que defende que a História da Terra deve ser respeitada, logo considera que a edificação do século XVII devia ser mantida e recolocado o seu chafariz;


2 - Defende a fortaleza louletana enquanto Património Histórico, esta, mais cosmopolita, modernista e rentabilizadora quer o Castelo da Cidade para exibir aos forasteiros que a visitam.


Atentando na imagem, do ano passado, representando aquilo que podemos observar durante anos, já sem chafariz, parece que não estaria muito mal!


Em face da fortuna paga pelo imóvel da Barbearia, único dos dois que se encontrava colado às muralhas, algo havia que ser feito para justificar o gasto e a solução da demolição (chegou a ser prevista para as Eleições Autárquicas) parece-me correcta. Quanto ao imóvel qualificado, por ter sido arrasado antes da aprazada presença dos técnicos do IPAR é que levanta dúvidas e interrogações. Diz-se que não se aguentou quando ficou sem apoio!


Lamento que algo tão significativo para o nosso orgulho não tenha merecido um competente estudo que integrasse a zona envolvente em todo o novo contexto que ia ser criado. Pode, no final resultar algo digno dos nossos técnicos e da nossa História, contudo fica para não esquecermos que o Património precisa de ser cuidado por quem dele entende e o sabe defender.


Devemos tirar daqui uma lição: A intervenção nos Edifícios Classificados deve contar com a participação alargada dos cidadãos e ser objecto de Plano de Pormenor para a zona em que estes que inserem.

publicado por aalmeilda às 18:26
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13 comentários:
De macblog a 31 de Dezembro de 2006 às 02:35
Cortei toda a munha vida o cabelo à do Daniel...Uma parte de mim desapareceu com o desaparecimento do edifício.

O chafariz...claro que nunca deveria ter desaparecido. Aquilo que num determinado momento histórico é destruído em nome da modernização acaba por querer voltar em nome do património como sinal de modernidade. Enfim, dava uma boa teve sobre a relação entre política e cultura.

Bom ano novo.


De Antnio Almeida a 24 de Dezembro de 2006 às 00:57
Obrigado Miguel, Matilde, Lígia e a todos os demais com votos e desejos semelhantes... contudo para mim e minha família, pelo segundo ano consecutivo, tal não pode ser vivido, apenas, dessa forma. Não querendo fazer pesar em vós a dor e revolta que me invadem, direi apenas que ontem o "destino" me enlutou de novo.Vamos cm a idade, ganhando experiência e perdendo amigos! Devem, mesmo na dor, ficar em nós ossentimentos fraternos e os votos por melhores dias... é o que tento pensar para ultrapassar este transe e... retribuir Boas Festas!

Sei que a minha estimada sogra se foi encontrar com o meu cunhado e, talvez se encontrem com a minha mãe e, festejem juntos este Natal.


De miguel a 23 de Dezembro de 2006 às 21:22
Antonio,

............♥
...........***
..........*****
.........*Feliz*
........*********
......************
.....******Natal****
....****************
...******************
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..........****
..........****
..........****

È Natal ...

Um Tempo de paz, de juntar os que mais amamos em nossa volta, deliciar-nos de uma mesa farta, de dar e receber carinho em forma de presentes embrulhados em papel de sonho, ou apenas em abraços feitos da alegria do reencontro ...!

Um Feliz e Santo Natal são ...
Os votos da Matilde e Cª!


De Kino a 21 de Dezembro de 2006 às 22:39
Consta que um tal malinha de vento, o escritor da pastinha, já conseguiu vender 5 exemplares da Cruzada. COm todos os outros oferecidos pela Câmara, qualquer dia já vai na 10ª edição. Cuidado Miguel Sousa Tavares ele ainda te passa à frente. Votos de um bom fôlego para a Cruzada II. Pedia aqui encarecidamente ao Dr. Bota que se lance de novo na escrita para não deixar o Malinha passar-lhe à frente. Ele está cheio de veneno, peço desculopa , e e a qualquer altura pode surgir qualquer coisa ainda superior. Bem hajam pelo bem que desejam a todos os louletanos incondicionalmente. Boas Festas KINO


De Josu a 21 de Dezembro de 2006 às 14:31
Querido amigo Jaiminho. Peço desculpa por não gostar das suas tão queridas flores (chinesas)na nossa atravancada Avenida Costa Mealha. Quando em tempos puseram as bacias, nos candeeiros, realmente as flores precisavam de outros cuidados que não tiveram. Custava dinheiro. Mas com as notas aos milhões que a sua querida Câmara possue, bem que poderia gastar algum para ter ali belas flores naturais como certamente qualquer engenheiro paisagista da Cãmara, gostaria. Já lhes ouvi esse gosto. Mas o que é necessário não são flores naturais mas milhares de panfletos fazendo propaganda de tudo e mais alguma coisa. Isso sim embeleza a nossa querida VILA de Loulé. Venham mais folhetos aos milhares. Abaixo as flores naturais que tanto prejudicam os bolsos do Snr Presidente eleito democráticamente pelos que nem amam as florinhas. Um bom Natal para si com um belo arranjo de flores de plástico sobre a sua mesa de consoada. É preciso é saber poupar. Um bom 2007. Creia-me atento observador de tão interessantes opiniões como a sua. Obrigado. Josué


De Jaime a 19 de Dezembro de 2006 às 22:11
Desculpa lá Josué eu acho as flores de plástico giríssimas,económicas e dou os parabéns ao Dr.Seruca que mais uma vez mostrou ao pessoal como é que se poupam os dinheiros municipais.Meu caro vocâ já reparou nas vantagens:primeiro não debotam,depois poupam muita águinha que está cara e vai-nos fazer falta mais a frente e em terceiro lugar evita os encargos com a manutenção de um verdadeiro jardim suspenso.
Quando goza a alameda na Avenida você revela falta de gosto homem!
Parabéns Dr.Seruca pela feliz e prática ideia.
Mais uma vez marcou pontos e deixe lá falar quem fala.


De Louis a 19 de Dezembro de 2006 às 13:41
Verdade verdade o castelo não está feio, com aquela parte à vista. Mas eu preferia ver o Largo
com aqueles edifícios restaurados. Isso sim. Aquele pátio conhecido pelo Pátio das Cantigas fazia parte do imaginário da Honrosa Vila de Loulé. Nada restou... mais uma vez ! Louis


De Kim a 19 de Dezembro de 2006 às 13:36
Pagaram uma fortuna pela demolição daquelas casas que compunham a praça D. Afonso III. Penso que não valia apena só por uns metros de muralha. Aqueles edifícios seriam óptimos aproveitados, depois de restaurados, para as artes de Loulé e não só. Era bonito aquele largo.... Era bonito...
Kim JO


De Josu a 18 de Dezembro de 2006 às 22:55
Que bonitas são as flores da Avenida. Plastificadas como só os chineses o sabem fazer. Os alguidarinhos pendurados nos candeeiros com aquelas florinhas sempre viçosassão únicas certamente em Portugal contenental. Parabéns a quem teve a ideia . Assim vale a pena. Josué


De Antnio Almeida a 17 de Dezembro de 2006 às 21:54
Neto; saiba que estou a trabalhar um conteúdo sobre a Rua Ancha, por isso mesmo iria colocar uma imagem da Rua, mas para satisfazer o seu pedido, procurarei uma anterior ao abate das árvores que lhe davam o encanto, sombra e serenidade que como qualquer um verificará: Hoje não existem mais!


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