Terça-feira, 20 de Março de 2007

Ver a memória apagada é duro para os vivos!

CFfafechamusca.jpg


 


"Foi inaugurada no dia 2 de Novembro de 1868. À cerimónia de inauguração estiveram presentes todas as entidades importantes de Fafe, e também o professor, além de muita outra gente que quis assistir. O edifício foi examinado pelas autoridades e verificaram que estava construído como devia ser. Entregaram-se todas as chaves ao professor régio desta escola, os móveis e utensílios, e foi investido na posse e administração da casa. No final das cerimónias, o Presidente da Câmara e o Administrador do Concelho, em coro, entoaram com as restantes pessoas, um voto de louvor à memória e virtudes do benemérito Conde de Ferreira"


Excerto por mim recolhido sobre a inauguração da escola de Fafe (foto do topo), em baixo a sua homónima da Chamusca. Ambas se encontram, ainda hoje, de pé e em utilização. Cada uma recebeu os cuidades que as respectiva edilidades poderam ou entenderam dar-lhes, mas dá para notar a semelhença da sua arquitectura.


Quanto à de Loulé disseram-me possuir 4 salas, duas delas para o alçado frontal eoutras duas para o alçado tardoz, estando equalitariamente dividida pelos dois sexos.


É lamentável que da escola Conde Ferreira desta terra nada tenha restado... nem uma singela lápide de agradecimento ao benemérito! Terá sido ingratidão?

publicado por aalmeilda às 21:16
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Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Homenagens ao Prof. Carlos Ramos 1969 - 1979

CRgrupo.jpg


Segundo "A Voz de Loulé" os alunos da Escola Conde Ferreira, anos lectivo 1920/21/22, a cargo do Prof. Carlos Ramos seriam um total de 82.



Ainda segundo este nosso periódico o Primeiro acto de Reconhecimento do Mérito realizou-se em 19 de Outubro de 1969 tendo reunido 28 alunos. Almoçaram juntos em Quarteira (foto), fizeram uma romagem à campa no Cemitério da Cidade; assinalaram a casa onde o professor nasceu.


Voltaram a reunir-se 10 anos depois 29 alunos, havendo então conhecimento de 12 óbitos no grupo. Comemorando os 80 anos do seu nascimento, guardaram um minuto de silêncio junto da sua campa; inauguram a Rua Carlos Ramos que liga o Largo de S. Francisco à actual Mira Serra e jantaram na presença da viúva do homenageado, suas filhas e irmão, em local que não consegui identificar. Durante este jantar, o mentor dos encontros - Arquitecto Manuel Cristóvão Laginha, considerando estarem todos a entrar na 3ª idade, não arriscou marcar novo encontro para dez anos mais tarde...


Em próximo texto colocarei excertos das palavras proferidas durante as homenagens que ilustram as razões do apreço dos alunos pelo seu mestre.


Entretanto, deixo-vos a tarefa de identificar os presentes no almoço de 1969, realizado na "Toca do Coelho" em Quarteira!

publicado por aalmeilda às 19:56
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Domingo, 11 de Março de 2007

Escola Conde Ferreira de Loulé.

Conde Ferreira1.jpg


A Escola Primária Conde Ferreira deverá ser a mais antiga instituição escolar da cidade de Loulé. Esteve situada em plena Cerca do Convento, onde mais tarde se localizou a Escola Comercial e Industrial de Loulé. No local não existe qualquer referência a estas existências...


 


Estando em busca de informações sobre o Professor Carlos Ramos fiquei sabendo que este ensinou na Escola Conde Ferreira,assim decidi dá-lo a conhecer:


 


Joaquim Ferreira dos Santos, era este o verdadeiro nome do Conde de Ferreira, nasceu em Vila Meã, perto de Amarante, em 4 de Outubro de 1782, e faleceu na cidade do Porto em 24 de Março de 1866, com 84 anos. Esta é a data inscrita na frontaria do edifício escolar da Rua Montenegro em Fafe.


O seu mausoléu está no cemitério de Agramonte, e é obra do escultor António Soares dos Reis, que o concluiu em 1876, dez anos depois da morte do Conde Ferreira. 


Estudou algum tempo no seminário mas saiu e emigrou para o Brasil.


Lá enriqueceu. Tal era a sua riqueza, que além de muitos donativos oferecidos a diversas instituições no Brasil, ainda conseguiu doar ao Estado Português 144.000$000 reis para construir 120 escolas.


Fundou o Hospital Conde de Ferreira, no Porto, para doentes de foro psiquiátrico.


Na construção das escolas seguiu-se uma planta única pois era mais prático, económico e rápido. Foi o grande benemérito e mecenas da instrução primária em Portugal.


Como não tinha parentes muito chegados a quem deixar os seus bens, optou por investir a fortuna em prol da sociedade. Pôs como condição a construção das escolas em sede de concelho, e era forçoso que tivessem aposentos para os professores.


A rainha D. Maria II agraciou Joaquim Ferreira dos Santos com o título de Barão, em 1842; Visconde, em 1842, e Conde de Ferreira em 1850, pelos benefícios prestados ao país e ao Partido Constitucional.


 

publicado por aalmeilda às 12:13
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