Domingo, 21 de Agosto de 2005

Notícia da Lusa -15 Agosto - Loulé

Barlavento a Sotavento
LOULÉ Setenta turistas ficaram apeados na gare
16-08-2005 19:57:00

Estação ferroviária de Loulé registou segunda-feira momentos anormais, com 70 turistas a ficaram apeados, uma mulher ferindo-se ao sair do comboio e outra a cair no cais devido ao piso irregular, disse à Lusa uma testemunha.

Um dos utentes, António Almeida, adiantou à Agência Lusa que testemunhou "momentos de grande reboliço" e de "alguma indignação" naquela estação, que foi alvo de trabalhos de modernização antes do campeonato de futebol Euro 2004.
Uma patrulha da GNR de Quarteira e outra de Loulé foram chamadas ao local pelo chefe de estação de serviço, que solicitou ajuda policial para "aclamar os ânimos exaltados" dos 70 utentes e dos cerca de 30 acompanhantes que se viram apeadas na linha número um.
Os 70 turistas portugueses e estrangeiros compraram bilhetes para o Intercidades das 14:15 com saída de Loulé e destino à Gare do Oriente/Lisboa, mas todos ficaram apeados na Estação de Loulé, vendo o comboio partir vazio.
Para minorar o transtorno, a CP (Caminhos de Ferro Portugueses) facultou um autocarro para os passageiros seguirem viagem e concedeu a possibilidade de reembolso ou de apanharem o comboio seguinte, às 18:30.
A porta-voz da Refer - entidade pública que gere a linha férrea - adiantou à Lusa que está a decorrer um inquérito interno na CP e na própria Refer para apurar as causas do incidente.
Segundo a porta-voz da Refer, Susana Abrantes, houve uma "falha humana" do revisor por "ter dado a partida do comboio sem que as pessoas entrassem nas carruagens".
Falta ainda averiguar que tipo de falhas sucederam entre o comando de Faro e o de Loulé.
A Estação de Loulé, por ter várias dezenas de utentes que regressavam de férias, pediu ao comando de Faro que o Intercidades com destino a Lisboa fizesse a sua entrada na linha número dois - em vez de ser na linha um - que corresponde a uma plataforma maior.
Os passageiros foram informados para se dirigiram à linha dois, mas o comboio acabou por entrar na linha número um e partiu vazio.
"O pedido foi feito, mas não foi concretizado", disse Susana Abrantes, referindo que poderá ter existido uma "falta de comunicação" ou de "concertação" entre a mesa de comando de Faro e Loulé.
A Refer indica ainda que, como em toda a via férrea portuguesa, a sinalética é automatizada e não carece de nenhuma pessoa a dar as partidas ou entradas dos comboios.
Além dos 70 passageiros que ficaram apeados, registara-se mais dois incidentes na Estação de Loulé na segunda-feira à tarde.
Um dos incidentes aconteceu com a chegada do comboio Regional à linha um, altura que a única passageira que saiu na estação de Loulé estava a transportar as malas para fora do comboio e este arrancou.
"A senhora caiu e foi levada para o Centro de Saúde com um pé torcido", referiu António Almeida, testemunha no local.
A falta de lajes que provoca irregularidades no piso de acesso às plataformas foi uma das causas prováveis para uma das utentes ter caído para cima da filha quando se deslocava na Estação de Loulé, acrescentou a testemunha, que também utiliza aquela estação.
Em Abril passado, vários moradores e utentes da Estação de Loulé já ameaçaram as autoridades em avançar com protestos caso não se melhore a segurança da passsagem de nível atravessada por três linhas.
Os moradores alertavam, na altura, que não existiam sinais sonoros e luminosos de aproximação de comboios, que muitas vezes passam e nem apitam quando entram no cais.
publicado por aalmeilda às 23:17
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1 comentário:
De Ruiva a 22 de Agosto de 2005 às 17:55
É quase impensável julgar/imaginar a situação aqui descrita, na Era do Computador. Erros destes, por vezes, podem custar a vida a centenas de pessoas. Quantas vezes, assistimos na TV ao relato de acidentes ferroviários, de comboios que entraram em linhas ocupadas por outros? É inimaginável que situações destas aconteçam, estando o percurso dos comboios informatizado. Felizmente que na situação em análise, esta sucessiva troca de linhas, não causou danos materiais, dado que não haviam outros comboios parados nelas. Mas causou, sem dúvida, um grande transtorno aos passageiros que viram partir o seu meio de transporte, e nada puderam fazer para o evitar. Deve ser uma sensação de impotência… ver o comboio que queremos apanhar mesmo à nossa frente, e estarmos na linha errada… E então, se não tivermos culpa disso, o estômago deve começar a andar “às voltas”. Imagine-se então, quantos desses passageiros não teriam, após chegarem ao seu destino, outras conexões com outros meios de transporte, e viram gorado o seu percurso? De quem é a responsabilidade dos transtornos causados a estes passageiros? Arranjam-lhes um autocarro como alternativa e um pedido de desculpas, e resolve-se a situação? Será que a vida humana e o respeito por ela vale assim tão pouco? Apurem-se responsabilidades!!! De uma vez por todas, temos que ter consciência de que as más atitudes que temos e consequentes prejuízos, teremos um dia, que responder por eles.


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