Sábado, 20 de Janeiro de 2007

A "Lili" da Rua Ancha!

Ancha.jpg


Após longa agonia e decrepitude...


ei-la que reaparece ao mais puro estilo Jet 7...!


Rugas esticadas e plástica facial completa, exibe o bronzeado jovial,


esconde o olhar e segredos bem por detrás dos espelhados óculos "Prada",


a protecção da cachimónia não foi descorada...


o amplo capachinho, assegura o seu porte jovem com recurso a extensões capilares.


Ei-la pois, prestes a ser a nova sala de visitas de pesquisadores cultos em busca de registos do passado desta terra e ser ventre que alojará...


o que hoje se escreve e decide!


Esperemos que os moradores desta, outrora fresca e verdejante Rua / Largo,  não fiquem com saudades desse passado recente e recebam com a agrado este depósito louletano de longínquos passados!


Eu lastimo mais este caso de subversão da arquitectura do nosso património edificado e parafraseando a saudosa Amália, direi:


"Para terem feito da Casa o que fizeram, 


melhor fora que a mandassem p'ras Alminhas!"


 

publicado por aalmeilda às 12:59
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14 comentários:
De Antnio Almeida a 10 de Fevereiro de 2007 às 14:11
Caro Presidente Seruca Emídio, na hipótese de me honrar coma leitura deste Blog, deixo uma mensagem para si, porque ouvi o que disse sobre defesa do património aquando da exagerada inauguração do Mercado Municipal de Loulé: "A instalação do Arquivo Municipal no edifício da Rua Ancha não foi ideia sua, mas tendo decorrido durante os seus mandatos, nessa obra Vª Exª não cuidou desse património e permitiu a anedota que constituí aquela fachada "travestida". Uma humilhação! Talvez o respectivo arquitecto goste e, poucos mais além dele. Recuso-me a acreditar que Vª Exª goste!" Foi uma agressão napoleónica no Largo Gago Coutinho, uma completa reviravolta!


De Antnio Almeida a 8 de Fevereiro de 2007 às 22:49
Caros amigos, a todos agradeço a participação neste tema. Acrescento que foram vários os influentes cidadãos, próximos da governação autárquica, que por mim confrontados com a solução arquitectónica encontrada, me confidenciaram não a apreciar. Parece existir um amplo descontentamento quanto a esta intervenção num objecto patrimonial de relevo. Sobre o seu relevo, transcrevo da página da autarquia, de um texto em que são elencados os edifícios de interesse histórico/cultural, este pequeno excerto: "o solar, ao fundo da Rua Ancha, da família Barros e Aragões (onde os franceses estiveram aquartelados até à sua expulsão em 1808)" Podem verificar aqui:
http://www.cm-loule.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=25&Itemid=126&limit=1&limitstart=2
Assim, concluo não restarem dúvidas que são legítimas as nossas críticas e lamentações. Espero que fiquem por aqui as adulterações no património!


De Jocivalter a 25 de Janeiro de 2007 às 23:23
alô galera,
meu nome é jocivalter, me podem tratar de joci.
tõ xegando junto de ôces pra dizer que tenho sinal pra venda, todo o tipo, olha: tenho daquelis redondo dos quadrado e dos em forma de pera, toda a cor e boneco qui quêira, sacou?
vai, mi manda mail que eu retorno logo.
pra quê ficar pendurado quando tem sinal para todo o lado?
passar bem minha gente


De Antnio Almeida a 24 de Janeiro de 2007 às 19:48
Emílio, em que se baseia para afirmar isto: "Outro caso estranho é que para o Almeida o poder autárquico democrático em Loulé, comecou no ano 2000"? Eu não penso nada disso, o poder democrático em Loulé começou com primeiras eleições directas e democráticas para os Orgãos Autárquicos! Pelo menos, para mim, isso é claro.


De Antnio Almeida a 24 de Janeiro de 2007 às 19:35
Caro emílio retribuindo as saudações, remeto-o para o poste que coloquei, de nome: "Esclarecimento...", aí digo aquilo, e só aquilo que pretendo dizer e que para já, face à gravidade da situação, já é muito. Poderá tentar encontrar nas entrelinhas alguns esclarecimentos.
De qualquer modo, devo registar que se for aquela placa, e não algo como um ribeiro a definir o limite urbano, já teremos perdido o Quartel de Bombeiros, meio cemitério, o "Elefante Azul" e uma quantas habitações deixaram de estar na Cidade! Como digo no aludido post a notícia televisiva foi clara... para Loulé e para o País, não sendo necessários mais comentários, restando quiça lamentos... e aprovação do nosso Projecto de Sinalização Rodoviária pelas entidades competentes na matéria. Não posso e não quero dizer mais nada, fico à espera de ver como se sai disto respeitando a legalidade, o código da estrada, os Tribunais e claro as forças da autoridade a quem compete fazer cumprir a Lei!
Centralismo e 2000, só se forem sinónimos de equilíbrio, legalidade e modernidade é que comigo terão pacto. Espero ter satisfeito a sua preocupação e se acha isto socialista, junte às saudações a expressão, embora para mim contem os actos e não só as palavras.


De emilio a 24 de Janeiro de 2007 às 17:18
Muito estranho caro Almeida que o seu blog não tenha feito uma referência ao caso - reducao do perímetro urbano de Loulé. Porquê ? Existe algum pacto de não agressão com o poder instituido ?

Outro caso estranho é que para o Almeida o poder autárquico democrático em Loulé, comecou no ano 2000. Será por solidariedade ao centralismo democrático ? Cumprimentos democráticos e socialistas. Emílio


De Antnio Almeida a 24 de Janeiro de 2007 às 08:59
Caro Pereira, poderão parecer poucas as palavras que vou usar para lhe testemunhar o apreço pela sucinta e brilhante definição de "cabreiro" que aqui trouxe. Com ela ficam transparentes as opiniões anteriores e claríssimas as opiniões expressas sobre questões do gosto local. Mas, o facto é que há demasiada gente, não só de Loulé e arredores, a subverter os vestígios de um passado que não foi sempre de fome, pobreza e emigração. É necessário criar um sentimento de defesa desse passado em toda a sua expressão.
Saiba que a definição que aqui trouxe é aquela que eu já tinha para comigo, mas não sei se ainda hoje é assimilada como expressou. Muitos cabreiros há sim, embora, para alguns naturais da cidade os ditos sejam, apenas os nados no monte. Mas a verdade é que o temperamento acabrunhado e pouco corajoso é por demais evidente em muitos no seu quotidiano: assimilam o alheio e desbaratam o que lhes é próprio! E em muitos casos a razão é o puro desconhecimento e a reduzida participação cívica. Da governação da coisa pública apenas conhecem a lógica do pedido e a habilidade de descobrir a quem o fazer! Penso tratar desta matérias em post próximo.


De Pereira a 23 de Janeiro de 2007 às 22:23
Homem você não percebe que por estas bandas aonde você,com a devida consideração,aportou já em idade madura,um cabreiro é assim ... um raio que conhece Lisboa porque esteve lá aquartelado e daí em diante o mundo bebeu-o todo pela televisão,que é a maneira mais corriqueira de formar analfabetos modernos.
Para lhe aclarar mais o pensamento: um cabreiro é um montanheiro, um provinciano, um tipo limitado que até pode ter diploma universitário mas fala mal a língua de Camões e não prima pelo gosto.
Então consegue agora identificar alguns aqui na nossa praça?Veja se não foram os das flores chinesas os mesmos das árvores arrancadas e dos vidros espelhados na rua da Música Nova.
Esta terra dá dó e embora não tenha aqui nascido,tal como você,suponho,gosto mais dela que da outra em que minha mãe me pariu.


De Antnio Almeida a 22 de Janeiro de 2007 às 20:56
Olhosabertos, queira fazer o favor de clarificar a sua opinião! Isso de "cabreiros" não pertence ao discurso comum e pode ser má interpretado! Seria bom que voltasse a esta área de comentários e explicasse melhor o que nos pretende dizer a bem da partilha de opinião e para evitar interpretações erradas! Faça isso na defEsa desta pobre terra (como diz ser), Loulé.
Obrigado!


De olhosabertos a 22 de Janeiro de 2007 às 10:42
Apenas uma pergunta...
O que poderiam esperar de um grupo de "cabreiros"???
Pobre TERRA DE LOULÉ!!!!


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